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Tárcio Costa

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Caros amigos poetas
Venho lá de Taubaté
Coladinha em Tremembé
Traçando curvas e retas
Meus pais cumprindo suas metas
Levados pelo destino
Fui eu ainda menino
Botar o pé na estrada
Fazendo minha morada
Nas terras do sol a pino

E foi desse fim de mundo
Dentre toda raça e cor
Choro de graça e de dor
Que me tornei oriundo
Descobrindo que no fundo
O homem é seu próprio castelo
E na enxada e no rastelo
Plantei calo em minhas mãos
Ao lado dos meus irmãos
O feio tornou-se belo

E o tempo arrastou-se forte
Como água em correnteza
E tenho hoje a certeza
Da vida depois da morte
Pois sou caboclo de sorte
Que tem em Deus muita fé
Deitaram pés de café
Plantaram mares de cana
Nasceu minha filha Ana
Digo assim que a vida é

Tenho trinta e cinco anos
Músico de profissão
Poeta por convicção
E na mente muitos planos
Entre caixotes e panos
Na luz do sol ou da lua
Faço teatro de rua
Vendo sonhos por trocados
Brigando com meus pecados
Pensamentos levianos

Uma vez apresentado
Despeço-me agradecido
E se algo fora esquecido
Peço pra ser perdoado
Embarcando lado a lado
No desafio proposto
Com alegria no rosto
E muita criatividade
Desejo felicidade
A quem me fizer oposto

 
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