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Caros amigos poetas Venho lá de Taubaté Coladinha em Tremembé Traçando curvas e retas Meus pais cumprindo suas metas Levados pelo destino Fui eu ainda menino Botar o pé na estrada Fazendo minha morada Nas terras do sol a pino E foi desse fim de mundo Dentre toda raça e cor Choro de graça e de dor Que me tornei oriundo Descobrindo que no fundo O homem é seu próprio castelo E na enxada e no rastelo Plantei calo em minhas mãos Ao lado dos meus irmãos O feio tornou-se belo E o tempo arrastou-se forte Como água em correnteza E tenho hoje a certeza Da vida depois da morte Pois sou caboclo de sorte Que tem em Deus muita fé Deitaram pés de café Plantaram mares de cana Nasceu minha filha Ana Digo assim que a vida é Tenho trinta e cinco anos Músico de profissão Poeta por convicção E na mente muitos planos Entre caixotes e panos Na luz do sol ou da lua Faço teatro de rua Vendo sonhos por trocados Brigando com meus pecados Pensamentos levianos Uma vez apresentado Despeço-me agradecido E se algo fora esquecido Peço pra ser perdoado Embarcando lado a lado No desafio proposto Com alegria no rosto E muita criatividade Desejo felicidade A quem me fizer oposto
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