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Nesse cordel o cordelista Tárcio Costa revela as angústias dos tempos modernos . Uma poesia de cordel sensível e verdadeira Passamos por esse mundo Valorizando aquilo Que na balança da vida Não pesa nem mesmo um quilo E Que a tal sociedade Denomina como estilo Estilo esse que muda De acordo com a vontade De um sistema e sua época Mas vou dizer-lhe a verdade Plante qual for a semente O fruto é a futilidade Um vazio insuportável Que nem um cromo alemão Nos protege da tristeza De pisarmos nesse chão Sentindo que passo a passo Seguimos na contra mão Por fora bela viola Por dentro pão bolorento Os pobres são maioria Os ricos são os dez por cento Que comandam a boiada Num pasto sem alimento E os carros importados Passeiam a dez por hora no tráfego engarrafado Sem ter como sair fora E o tempo fica sem tempo Pro futuro que é agora E o homem em busca do “ter” Vende o “ser” muito barato E a criatura mortal Não se atenta para o fato que seu destino é um rosto Num velho porta retrato
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