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Aqui o cordelista Tárcio Costa transmite através da linguagem matuta a esperança dormente dentro de todos nós. Poesia de cordel que nos arremete a origem dos sonhos, utopias, devaneios, a mais pura literatura de cordel. O mundo é o que se foi E havera sê o que será E memo desarrumado Mantém tudo em seu lugá Mais a natureza humana Num resolve se aprumá Mas carece tê esperança O home é inda muito novo Nasceu bem dispois das planta E dos bicho que bota ovo Animal como eu diria Peixe vivo em balai covo Etá trem desatinado Que gosta de complicá Sempre desapercebido Dos sinais que Deus lhe dá Como um causo aconticido Que agora vou lhes contá A lua cobrindo o sol É causa bem naturá Mas isso tem dia e hora Pra mode o céu nos mostrá Mas assim fora de tempo Foi memo de se assombrá O dia virou-se em noite Nenhum palmo se enxergava E pra maió dos pecado Nada mais que funcionava Nem rádio ou televisão E nem memo os carro andava O que aumentava a estranheza Naquela situação É que nem forfe e nem vela Inté memo lampião Nada produzia fogo Pra criá lumiação Começô ficá difícil Inté memo respirá Pois tudo quanto é plantinha Responsável pelo á Perderô suas função Por falta de luz solá E o mundo em gritaria Perdeu sua direção muitos foram os acidente No meio da escuridão Parecia tudo entregue Nas garra do cramunhão Os filho perdêro os pai A poliça os bandido Os governo as liderança Ficou tudo sem sentido Preto, branco, pobre e rico Agora era parecido Ninguém possuia casa Ou comida pra comê Ficou cada um por sí Tentando sobrevivê Mas nada tinha valia Num mundo que não se vê Foi quando os deficiente Nascidos já sem visão Resolvêro dá um jeitinho Em toda complicação Pedindo pra todo o povo Quem em corrente desse as mão O desespêro era tanto Que niguém fez de rogado Entrelaçando seus dedo Com quem tivesse dos lado E pouco tempo dispois Tudo tava mais carmado E sem maliça as criança Pensando sê bricadeira Começaro uma ciranda Devagar dispois ligeira E o que era fim certeiro Rodô sem eira nem beira Inté os bêudo e os maluco E os velhinho sem juizo Gostaro da estripulia Caindo todos no riso Dançando e batendo palma Sem pensá nos prejuizo Repentista e cantadô E os mestre das poesia Tudo quanto foi artísta Pra promovê alegria Transformaro dor em verso Espalhando sua magia Assim toda multidão Nos quatro canto do mundo Virô luz no fim do túnel Meio aquele breu profundo Era o brilho dos amor Dos coração oriúndo Nunca que havia o planeta Exprimentado a paz Nem memo todos milagre Que a força do bem se faz Inté o sol pra ver a festa Da lua sartô de trás O dia nasceu de novo Ouça bem o que lhes digo Tinha inimigo abraçado Gente rica com mendigo Matuto montado em onça Sem dá conta do perigo Tumém ladrão e assassino Dobraro os juelho ao chão Rependido de verdade Clamando ao céus compaixão Nem primeiro nem segundo Era um mundo de união Mais o sol trouxe consigo O poder de sua clareza E fez diferenciá A feirura da beleza Quem mandava dos mandado E o indigente da nobreza E o mundo meio sem graça Voltô pra normalidade E tudo fôra esquecido Nas loucura das cidade Retomaro todas guerra A fome e as desigualdade Todos males dessa vida Fôro os home quem criô E essa foi mais uma chança Que os memo despediçô Ninguém mais lembra daquele Dia em que terra parô
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