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Essa poesia de cordel criada pelo cordelista Tárcio Costa tem como característica principal o caráter jornalístico, resgatando os primórdios da nossa literatura de cordel. Desde o dia oito de julho A policial federal Deu inicio a uma ação Procurando dar final A lavagem de dinheiro Corrupção coisa e tal A operação Satiagraha Com mandados de prisão E seus trezentos agentes E uma pistola na mão Enchem sacos de objetos Frutos de apreensão São vinte e quatro mandados Muita gente na cadeia E o assunto “mensalão” Que outrora virara areia Volta ser um peso morto Na nossa cabeça cheia Outra vez o Naji Nahas. Dito megainvestidor De mãos dadas com o Pita Prefeitinho sem valor Junto ao famoso banqueiro São presos para depor A policial Federal Apresenta a acusação Dizendo que Humberto Brás A mando de seu patrão Quis comprar um delegado Num suborno de um milhão Milhão esse encontrado Na casa de um professor Chamado Hugo Chicaroni Que na troca de favor Abriu a boca jogando Bosta no ventilador Mas que é representado Não tem medo de juiz Numa chuva de habeas corpus Só ficou preso quem quis O banqueiro ficou quieto E foi pra casa feliz . A justiça é utopia E o bendito delegado Junto a toda sua equipe Do caso foi afastado E no planalto central Querem o assunto abafado Pobre não tem “Oportunity” Na vida de dores tantas E os advogados fazem Dos ricos pessoas santas Nem mesmo Deus nos “Protógenes” Do quente inferno de Dantas
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