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Enchendo o Saco

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Todo dia é a mesma coisa

Chego em casa ele esta lá

Nunca sai da minha frente

Está onde quer que eu vá

Não que eu esteja sendo drástico

Mas o tal saquinho plástico

E um “pega pra capá”

 

Fico olhando aquele trem

De cheiro peculiar

Que parece com borracha

Quando é posta pra queimar

E me dá uma dor no peito

Pela falta de respeito

Que eu causo ao lhe utilizar

 

O bicho é mesmo uma praga

Que se encontra em todo canto

Seja no supermercado

E nas lojas mais um tanto

Em nome da utilidade

Buscando praticidade

Há ninguém mais causa espanto

 

Seja voando ou no chão

No lixo ou no nosso meio

O leviano de plástico

É usado sem receio

Pois lhes digo com certeza

É mesmo a mãe natureza

Que já está de saco cheio

 
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