Home arrow Poesia de Cordel arrow A sagrada quadrilha

A sagrada quadrilha

PDF Imprimir E-mail

Se aproxime minha gente

Que a festa vai começar

Nossa sagrada quadrilha

Vai agora apresentar

Uma história muito antiga

Que busca evangelizar

 

O povo dessa paróquia

Faz tudo de coração

E foi nos trechos da bíblia

No evangelho de João

Que foi buscar a mensagem

Pra servir de inspiração

 

Declamar tudo em versos

Essa foi a nossa idéia

Pra chamar atenção

E agradar nossa platéia

Revelando o ocorrido

Em Caná na Galiléia

 

Eis que no terceiro dia

 Houve belo casamento

Maria mãe de Jesus

Estava ali no momento

Jesus também seus discípulos

Buscavam divertimento

 

Como toda boa festa

Que festeja uma aliança

Tinha brindes e discursos

Muita gente e comilança

Uns de pé outros sentados

Alegria e muita dança

 

Como nada é perfeito

Mesmo feito com carinho

Bem no meio da festança

Eis que surge um burburinho

Quando o serviçal avisa

Que tinha acabado o vinho

 

Era costume judeu

Vinho nessa ocasião

Não pelo teor alcoólico

Mas sim pela tradição

Tal como alguns alimentos

dentre eles também o pão

 

Portanto era natural

Que numa data importante

A falta dessa bebida

Tal como naquele instante

Por parte do hospedeiro

Parecer deselegante

 

Maria mãe de Jesus

Sabia do resultado

Ou seja, que o pai do noivo

Ia ficar mal falado

Sendo assim Maria pede

Ajuda ao seu filho amado

 

Mas Jesus então responde:

E NOS COMPETE MULHER?

MINHA HORA NÃO CHEGOU!

No salve-se quem puder

Maria disse aos servos:

Façam o que ele disser!

 

E Jesus sem mais ressalvas

Ordenou aos serviçais

Que em seis potes de pedra

De tamanhos desiguais

Fosse colocado água

Até a borda e nada mais

 

Disse ainda com firmeza

Que um pouco fosse levado

Aos cuidados do sujeito

Do evento encarregado

Não tardaram os serviçais

Em cumprir o ordenado

 

Ao provar daquela água

De tão perfeito sabor

O encarregado confuso

Ao noivo pede um favor

Que lhe explicasse o motivo

E não guardasse rancor

 

Pois o pobre encarregado

Achou haver um engano

Dizendo que o melhor vinho

Serve-se em primeiro plano

E só depois é servido

O vinho mais leviano

  

E que achava que o noivo

Se confundiu no caminho

Servindo a pior bebida

Ainda no comecinho

E deixando pro final

Pra servir o melhor vinho

 

Este sinal milagroso

Por Jesus realizado

Revelou a sua glória

E com era esperado

Seus discípulos creram nele

E ficaram do seu lado

 

Eis o segredo da fé

E a tudo ao que ela conduz

E esse foi o primeiro

Dos milagres de Jesus

E quem gostou bata palmas

Sei que delas faço jus

 

Então sigamos em frente

Onde a fé há esperança

E hoje é dia de festa

E enquanto á hora avança

Convidamos aos presentes

Pra assistir a nossa dança

 

(Cordel encomendado pela comunidade da Paróquia Sagrada Família da cidade do Rio de Janeiro e o qual esse cordelista teve imenso prazer em criar. É a poesia de folheto a serviço da fé) 

 
< Anterior   Próximo >

Powered by NIBA