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Vida após a morte

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(Tarcio Costa)

Caro poeta do mato
Preciso de seu suporte
Entender qual a razão
Do sujeito ter um norte
Se não crermos que exista
Uma vida após a morte????

(Poeta do Mato)
Não deixe que bata forte
Um drama existencial
A custa de um porvir
Que nos foge ao racional
Mas digo que sua palavra
É quem o torna imortal

(Tarcio Costa)
Nossa cabeça animal
A natureza arredia
Somos espelhos de um Deus
Que de longe nos vigia
Ou a dita consciência
É só uma anomalia?

(Poeta do mato)
Consciência a gente cria
Pra construir nossa obra
Nisto que se chama vida
Que aceita nossa manobra
Porém há uma sociedade
Que sem piedade COBRA

(Tarcio Costa)
Uma dúvida me sobra
Diante dessa baderna
Se não existe uma alma
guardada na parte interna
o que resta para o homem
com o fim da vida eterna? —

(Poeta do Mato)
Ser em vida uma lanterna
Que por tudo espalhe luz
Pra iluminar a verdade
E ainda tirar um capuz
De quem nesta vida a esmo
Pelo escuro se conduz

(Tarcio Costa)
Seja Hitler ou Jesus
Entre a luz e a escuridão
Se somos seres finitos
Resta ainda outra questão
Para que evoluirmos
Se não há ressurreição?

(Poeta do Mato)
Digo-lhe que a evolução
Não é tão só cerebral
Pois há somatização
Num sistema corporal
Ou hoje você seria
Um simples Neandertal

(Tarcio Costa)
Mas e qual seria o mal
De botar tudo a perder
Se a vida é mesmo tão curta
Para que buscar crescer
Se tudo termina em pó
E não há outro viver?

 


(Poeta do Mato)
Eu vou dar um parecer
Mas saiba que é pessoal
Uma vida só me basta
O que pra mim é normal
E que eu seja uma poesia
Fora do mundo real

 

(Tarcio Costa)

Nessa dúvida infernal

Conclusão não cai do céu

De certeza só quem somos

Nessa torre de Babel

Meros versos em estrofes

 

Como história de cordel

 
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