Coisas de poeta |
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Na cabeça do poeta Que gira feito roleta Os versos das poesias Estouram mais que espoleta E são por fim fecundados Feito bebê de proveta
Abre-se então a gaveta Forma de boca e linguagem De dentro sai um palhaço Que com ou sem maquiagem Leva todo ser ouvinte A uma incrível viagem
Recebendo de vantagem O riso suco da vida O santo graal da escrita A unidade perdida Entre passado e futuro Por vezes tão esquecida
Mas a fera enfurecida Da dita assim concorrência Lhe come pela beirada E o ponto de referência Fica demais embaçado E lhe ofusca a coerência
Mas rezando a paciência Que não custa um centavo Vê-se que seja em primeiro Seja em sexto ou em oitavo Que ele é antes de mais nada O som do grito de um bravo |